9 de dez. de 2012

Solidão acolhedora...


É uma solidão esta, estranha de se sentir. Dessas que nos traz o alento da verdade, a leveza das simples coisas, o carinho de poder sorrir sem razão aparente.
Solidão estranha porque boa; mas confesso que ainda não tenha me acostumado a ela. É um vazio destes de que falta algo, mas  que sabemos que este algo não nos completa.
É uma solidão grata: grata pela vida, pelas pessoas ao nosso redor, àqueles a quem sabemos que podemos contar e que sabem de igual forma que estamos ao seu lado. Grata pela paisagem, pelo tempo, pelo vento que ameniza estes dias sobremaneira quentes.
É uma solidão acolhedora, por mais paradoxal isto pareça. Acolhedora por não trazer as exigências descabidas  de uma relação a dois cujo monólogo era mais constante. De uma interação em que vibrava o interesse da outra parte, que aproveitava os dias, sugava as horas, vampirizava de maneira voraz -desalinhava meu tempo.
Solidão grata. Solidão acolhedora, esta.
Talvez seja esta a solidão que os sábios por muitas vezes procuram. E talvez não tenha me acostumado ainda por sabedoria me faltar em  aproveitá-la por completo.

21 de jul. de 2012

Sempre!

Eu acho que já esteja próximo à hora do fim, de certa forma.
De certa forma, sempre esteve. Não sei.... Sempre esteve!
E assim o menino vai seguindo, percebendo que aquele que recebe não sabe doar. No mínimo dos gestos não sabe doar...

E que relação que não há dois... E que não há divisão e consentimento.

O menino segue. Ele sempre segue: e mais forte! Sempre!

16 de jul. de 2012

Considerações...

Yesterday is history, tomorrow is a mystery, today is a gift, that's why we call it the present.


É nas coisas pequenas que se percebe as intenções...
Ontem em um simples jogo, você fez questão de segurar-lhe as mãos... o olhou nos olhos, porque?
Ontem você foi correndo enquanto conversavam sobre curiosidades, para mostrar o que?
Em mil palavras me diz eu te amo, em mil palavras me diz que tem saudades.
Mas você estava longe de mim, e ao meu encontro, depois de tempos, faz o que fez...
Diz-me que amigo comum gostaria de ser mais livre em seu relacionamento, como se entendesse disso e disso co-participasse. Que amor é o que machuca? O que tanto fala mas tão pouco se traduz em atos?
Se na minha presença faz o que fez, imagino quando estamos longe. Nos momentos que não te vejo e não sei de ti.
Hoje, somente hoje, olho pra mim. Cuido de mim. Vou viver o hoje, porque somente o hoje me mantém. No amanhã cedo ou tarde, estarei morto. Em corpo.
Minha alma, entretanto, terá a certeza de ter feito tudo o que pode. Tudo o que conseguiu realizar.

12 de jul. de 2012

Você tem o direito de fazer o que quiser meu amor.
Se quiser sumir, suma. Se quiser me desconsiderar, desconsidere.
Se quiser amar, ame. Se não quiser, não ame também.
Mas em iguais direitos e, apesar de todo o meu amor, eu também farei o que entender ser o melhor.
De acordo com os seus atos e a maneira como se expresse ante aos meus sentimentos, serei contigo.
Entretanto confesso que amar somente, respeitar somente, considerar somente seria tão mais fácil.
Talvez não seja eu que complique as coisas.

7 de jul. de 2012

... às vezes parece que você está colocando as minhas roupas na mala e as ajeitando lentamente...

4 de jul. de 2012

...Que um dia meu amor realmente valha algo pra você...
Honrai àqueles a quem ama
Nos pequenos gestos, nos mais profundos ou sutis pensamentos
Honrai no secreto mais do que no aparente
No que vem de dentro, mais do que naquilo que causa alarde
Para seguires em liberdade
Respeitando-se no eu, 
Caminhando em paz

[E o vento sopra em meus ouvidos mais uma vez; FRGBergamini]
Quero ser anônimo, indigente...
Silêncio no estertor
Palidez entre a multidão
Transparência das imagens
Atonicidade entre as ações
Afazia...
Vácuo...
Nada...
Quem sabe assim não incomode... não importune.
Quem sabe assim aproximo-me do meu eu...do que é pequeno e aos outros não vale.
Mas vale tanto para mim! ...entretanto, reitero, talvez só para mim.

14 de jun. de 2012

Te quero tão bem e de uma maneira tão magnificamente boa que as vezes até dói...
Não aquelas dorzinhas chatas ou pungentes dos problemas do mundo... Mas sim uma dorzinha que até é gostosa de se sentir, em tanto, que até me faz sorrir!
Te quero, te amo, gosto de ti! E assim vamos vivendo: passo-a-passo, sentimento a sentimento, aprendizado a aprendizado. Cultivando a leveza de almas fraternas, ao caminho do auto-encontro... ao caminho da perfeição.

Que Deus abençoe todos os seus dias e te preencha de tanto mais tanto carinho que uma pobre alma como eu ainda não é capaz de te  ofertar.

FRGBergamini 14.06.2012

1 de jun. de 2012

Quando ficamos observando a grama verde que está ao longe, não percebemos que talvez o jardim já tenha florescido aos nossos pés.

***
E o menino prevê, tudo prevê...

24 de mai. de 2012

Disse-me...

 Todos temos deveres...
" E tu o dever de ter direitos também..." - disse-me um azul passarinho.
As mesmas notas; uma outra música.
Talvez outro tom.
Talvez fora da diatônica...
Talvez sem escala ou tonalidade alguma.



Talvez seja hora de voar contigo, passarinho.

9 de mai. de 2012

Dentre as efemeridades da vida, só peço que não seja efêmero comigo. Desonesto contigo.
Para que, no pouco ou muito que dure, tudo valha.

***

E o menino coleta as palavras com o cuidado de um colecionador de selos antigos.

29 de abr. de 2012

O vento sabe o que traz...


O vento sabe o que traz...
E nesta prece rogo para que possa superar minhas ansiedades... vencer meus medos... acalmar meus receios.
Para que, com paciência, saiba a que venho. O que espero, o que espera... o que será.
Para saber se reverdecerei-me, novamente, inspirado em teus olhos.
                                             ***
E a esperança caminha, sutil e silenciosa, junto ao menino.

24 de abr. de 2012

... pensativo... penso.... "pensei-me"... e de glutão que sou, engulo meus pensamentos com a voracidade daquele que lhes não deseja mais a presença.

FRGB
24/04/2012

14 de abr. de 2012

... With your wings tonight

Olá pessoal,

O audio está horrível: barulho externo, mixado somente de modo que eu não esquecesse a melodia com o passar do tempo. Mas já dá para ver mais ou menos com ela vai ficar:




I am in love with my humanity
with the imperfection that relies on me
My religion is just keep changing on...
going deeply through my soul

But some days the tear drops
And it turns hard to breath
Something dirty seems to spread the sadness over me
So I look to the sky
With no hope in my eyes
Carrying just one wish

Dress me up with your wings, tonight
It's too cold outside
just warm up with light
all the fears and lies they put me through

Cover me with your sanity
but remind my dreams
all the colour it brings
I trust on you

3 de abr. de 2012


 Um hiato invadiu minha boca  e nela fez morada.
Ajeitou-se inteiro e confortavelmente em minha língua, enquanto te olhava.
E pensei: Pássaro, canta!
Levanta vôo, pousa em outro ninho e canta!
E como se assentisse ao meu pedido inaudito, minh'alma seguiu para outra jornada.
Repousa no eu, na minha essencial morada.


FRGB 03/04/2012
 

2 de abr. de 2012

ENTRE...!

Entre meus caminhos a trilhar
E os seus caminhos a vaguear
Prefiro destino e meta a frente,
Mesmo que, em simplicidade, seja
Respirar e viver dignamente


FRGB 01/04/2012

31 de mar. de 2012

E o que sobra?

Nem crônica, tão menos um soneto.
Tão menos uma música, ou nota sequer.
Muito menos romance, narrativa qualquer.
Para haver discurso, haveria de ter idéia.
Para haver fala, seria necessário diálogo.
Nem mesmo um monólogo!
Nem sílaba...
Nem letra...
Nem vazio.
Até mesmo o "nem" seria muito.
Assim, o retiro.
E o que sobra?
Um ponto...
Um ponto final.


FRGB, 31/03/2012

30 de mar. de 2012

No dia-a-dia...


- Pessoas como ele não entendem muito bem o que queremos, Mara. – disse eu enquanto ela repousava a xícara sob o pires com respingos de café – Eles querem aventuras. É mais fácil assim. Sem responsabilidades com os outros, sem responsabilidades consigo mesmos.
E Mara olhou-me interrogativa, como se esperasse a conclusão daquelas colocações.
- Acreditam que “aproveitar a vida” – continuei, utilizando os dedos indicador e médio a simular as aspas enquanto dizia – seja sair muito, gastar um tanto mais, “ficar” – e repeti o gesto outra vez – com quantas sejam as pessoas que lhes interessem.  Emmanuel usa uma metáfora forte mas que não deixa de ter sentido: são como moscas a busca de detritos, das novidades provenientes do que chamam aproveitar.
Em gesto de concordância, bebericou outra vez o café, não se dispondo entretanto, a falar coisa alguma. Vendo aquilo como um assentimento para que continuasse, mais uma vez utilizei da palavra:
- Veja só o que te fez: inventou desculpas para sair com os amigos, quando a franqueza seria tão mais fácil de engolir. Evitou-te ...
- Porque será que as pessoas tem tanto medo de se relacionarem, Fer? – ela disse bruscamente, interropendo o que dizia, entretanto, chegando ao ponto mais grave da situação.
E aquilo me caiu como pedra no estômago.
Já havia me perguntado tantas vezes isso. Já havia por tantas  noites passado em claro, absorto, ante a atitudes que não compreendia que, expressar minhas dúvidas, expressar o que achava ante ao que me perguntara Mara parecia algo difícil de verbalizar. E respirando pesadamente...
- Hmm... Sinceramente? Tenho várias idéias sobre isso; já li bastante também: alguns textos espíritas da Joanna, alguns outros do Jung... mas se posso dizer algo em poucas palavras, diria que é o medo de amar e se machucar com isso, diria também que seja devido à imaturidade de algumas  pessoas, o medo de assumir responsabilidades, ou mesmo essa vontade de saciar o insaciável, porque não entendendo-se eles tentam encontrar nos outros aquilo que julgam faltar neles próprios. Mas tudo isso ainda parece bem superficial para mim. Há tantas variáveis que seria difícil analisar ou delimitar uma razão específica,... Vou te passar alguns textos sobre o assunto; você tem algum problema em ler em PDF?
- Ah, passa sim! Não tenho problema não.
Olhamo-nos por mais um tempo. Olhamos ao redor; quem passava ao redor e, ante ao hiato que se estendia, suspiramos em uníssono quando disse:
- E, pois é... hora de voltar ao trabalho... Vamos?
- Vamos... tenho umas coisas para fazer também.
Levantamos e seguimos rumo aos nossos afazeres.

28 de fev. de 2012

Doubts...

Time to wait? Time to go?
Time to wait?   Time to go?
Time to wait?           Time to go?
Time to wait?                            Time to go?
Time to wait?                                           Time to go?
Time to wait?                                                          Time to go?
Time to wait?                                                                          Time to go?
Time to wait?                                                                                       Time to go?
                                                                                                    GONE... 


FRGB 28/02/2012
 

 

 

 

24 de fev. de 2012

Nota rápida...

 







Dê tempo ao tempo... Dê tempo ao tempo e acredite.
O deserto... uma flor lampeia ao longe, brilhando frente a noite fria.
Um menino caminha, ainda desorientado.
O vento se torna mais forte, e os grãos de areia começam a alvoroçar-se, infrenes, na superfície onde ainda repousam o restante de seus companheiros...
O menino caminha e deixa fugir...; três balões coloridos lhe escapam das mãos. Para onde irão ao sabor de rajada tão hostil?
Olha ao redor: onde está? Quem lhe pode enfim acompanhar?
Gritos de chuva descem em forma de trovões ameaçando tornar charco o solo agreste.
A flor lampeia ao longe...a única forma e cor do lugar.
Ele se pergunta se ela porventura não soubesse... pelo menos lhe indicasse o caminho do Lar.
A passos vacilantes ele segue, tenta se aproximar...vexado e sem rumo... a rota se esvae... a flor parece se afastar.
Em um perseverar vacilante... o pequenino.
Sua fé e suas rimas: seu som, de respiro doce e canção leve.
Há esperanças?
Há a flor,... a menos é o que ele vê, por agora.
O vento mais forte liberta das outras uma pétala d'aurora.


Paz a todos! 

FRGB

Às vezes, para a árvore crescer e dar frutos, é necessário podar alguns galhos secos.

Quando...

Quando o clown sai de cena, tira a maquilagem... quando se olha no espelho...                                             
Esse sim; esse ele... prefere o silêncio.
Silêncio e basta. Quem sabe a alma se cale... quem sabe se veja realmente.
Os outros? A eles, o espetáculo... faces ridentes são melhores que gotas salgadas descendo no rosto.
A si? A certeza que a maquilagem foi bela, o show foi belo mas sua verdade, o seu tesouro, é e sempre será só seu.

Nas coisas poucas...


Ó Pai, que jaz nas coisas simples e sutis,

Senhor de um Universo todo mas que tanto ama e que é tanto amor

Que permite a nós, filhos imprudentes e tolos, comertemos os próprios erros e experiências  afim de que a subida até tu, seja por mérito unicamente nosso

Senhor, permita-nos sermos frágeis, para que a doçura e mansidão nos alcancem a consciência

E fortes e corajosos, para arrojar de nosso íntimo esta imensidão de sentimentos vãos

E quando reste alguma coisa, se alguma coisa reste, que seja o teu amor, Senhor, o sentimento gerador de todos os sentimentos e atitudes nossas

Inspira-nos, Senhor, a sermos sempre bondosos e pacientes, caridosos e humildes ante ao nosso próximo, aprendendo a observar-nos e a observar aqueles à nossa volta, como sublimes obras tuas, ainda no caminho da ascensão

Permita-nos amarmos a nós mesmos mas não nos deixe construir a nossa volta muros de egoísmo, de orgulho e  de fuga, na ilusória tentativa de ausentar-nos do dever primordial em nossas vidas: o dever de aprender, experienciar e descobrir o vero amor nas coisas poucas.


Que assim seja

FRGB

Sinceridade...

ObserveBy_Thaw@ Deviantart(r)
Se não for por amor, não há [...]
[...]Se não for por amor não dá!




Se não for por amor, porque? Para que se perder?
Com amor se encontra; não se perde. E se não for por amor, prefiro a companhia de um café em fria noite, deixando com que o trabalho me supra os pensamentos de modo a esperar o momento certo do coração.
Definitivamente, sou à moda antiga... não à moda da casa! Ou talvez o seja, mas à moda de minha casa, de meus próprios sentimentos e opniões.
Gosto de lançar-me aos sentimentos, mas estou disposto a cortar os laços, derramarrar os cadarços e as gravatas de modo a não me prender em proposições de uma noite, de um tempo só, de passar o tempo.
Para ser comigo, exijo madureza... pareço duro dizendo isso, mas a proposta é sóbria:
Ter defeitos, opniões diversas é natural da vida, talvez uma das belezas dessa heterogeneidade toda. 
Mas saber amar-se para amar e ter a consciência que não estamos nesta vida simplesmente porque a Providência Celeste não achou outra diversão senão criar seres pensantes e brincar com eles quais marionetes. Marionetes que embevecidas, entorpecidas por aquisições fáceis que somente nos fornecerão um túmulo faustoso de "final" de tudo...
Acredito em algo mais! Em uma Essência! ... em que tudo tenha sua razão de ser, mesmo que esta razão se limite ao aprendizado de superar velhas máscaras.
Não sou hipócrita a dizer que nunca me deixei levar pelo desejo e nem pretendo ser puritano e dizer que a partir de agora o amor mais sublime e puro há de fulgir em meu coração e somente por este amor viverei.
Mais uma vez a lucidez e a sobriedade são necessárias para avaliar o todo.
Entretanto digo com toda a certeza do mundo que tentarei, ao menos tentarei, viver e, se necessário, sofrer pelo meu amor, amor interno, não necessáriamente atrelado a outrem,  mas a mim. E se esse amor puder ser dividido,... se Deus me permitir compartilhá-lo, ah! Que bom será! 
Talvez meu amor seja pequeno, talvez mesmo este pequeno eu não entenda... mas neste pequeno quero ser todo, inteiro, em paz.
De conversa com amigo caro, disse-me ele: observe! Escute mais e tenha paciência... Concordo com ele.A atenção é necessária em todos os momentos da vida. Pressa demais não nos permite aproveitar, sentir prazer nas pequenas coisas, nos sentimentos bonitos que poderiam surgir porque simplesmente nos damos conta deles! E nos damos conta porque observamos...
Por agora pretendo ter mais atenção, dar mais atenção e ser mais eu: nas minhas opniões de ser que, quando conhecidas a fundo, talvez não amedrontem tanto quanto possa parecer.
E quem sabe, neste de atentar-se mais, neste de viver o agora na busca de aprendizado e experiência, não possa eu notar nuances e sutilidades muito saborosas, não?





Dá-me! Dá-me o silêncio para eu ouvir a chuva.
Para eu fechar os olhos e vibrar as minhas cordas.
Veste-me! Veste-me ao som de um violino. Suave toque. Seda ao chão.
Limpa-me. Olhos que encantam, alma que roga...Permissão.
De sentir cheiro, degustar versos, afagar dores e cultivar sonhos.
E enquanto lanço-me um feitiço de sobriedade, sobre a relva, perca-me... se ainda eu tiver fôlego para dançar.

Junte minhas mãos, eu canto a benção, descendo os dedos sobre tua face.
E no orvalhar de teus olhos apele por motivos, rogue por metas, veja-se diferente. Ausente.
Em presença tão rija e bruta quanto teu carinho permitir.
Só para eu descerrar meus lábios, e fechá-los novamente, balbuciando  fragilidade e falseando nossa força.

Inspiração e chuva...

Passei o dia contando as gotas de chuva que caíam lentamente.
Tentei abafar o som com o travesseiro de modo a não ouvir mais tua voz cadente me ditando velhas normas e quase adocei sonhos amargos de modo a justificar distância.
De pétala em pétala, balbuciando o querer-me ou o amar-te, arranquei flor e fiz rosário, rezando na cartilha de minhas disposições pueris.
Quase tirei velho e surrado urso da gaveta para fazer-me companhia mas preferi não fazer remendo, rasgando tecido e jogando fora a estopa.
Ensaiei madureza, vestindo roupa de sério corte e tapando meus olhos, calei minha boca num o quê de tentar ser surdo.
Finalmente adormeci. Adormeci profundamente, pintando minha alma, na ânsia de colorir o sono.

Pense nisto!

Comentários de baixo calão, evidenciando violência gratuita, geralmente são sinais de uma mente com incapacidade de gerir os próprios sentimentos e pensamentos, vítima de si mesmo e de seu complexo de inferioridade. Traduz em seu estado deprimente de ser, seus traumas íntimos, e utiliza de meios essencialmente de comunição e entretenimento, para explicitar opniões acerca de pessoas ou fatos os quais não faria caso não estivesse protegido pelo véu de uma identidade fictícia. Tais seres, infelizes por si e não necessitando de nenhum agravante senão a maneira como lidam com a própria vida, precisam muitas vezes de um apoio moral e psicológico de modo a superar suas incapacidades intimas.
Pense nisso ! "O problema não são os outros e sim nossa incapacidade ou falta de disposição em lidar com os nossos próprios problemas."
Que Deus o abençoe e o ampare sempre.

22 de fev. de 2012

Cores...

Amor à moda antiga




Eu quero amor à moda antiga
De contar conto, verso e prosa
Troca de olhares, doce toque
A tessitura de uma rosa

Vestir o tempo com sabor
De uma maré cheia, calmaria
Da tempestade ruge a cor
A convivência, dia-a-dia

Para descobrir,
Que o vento traz teu pensamento
Perto de mim
E relembrar o teu sorriso franco,
Olhos, querubim

Eu quero amor à moda antiga
Cantar ao pé d’ouvido meus desejos mais...
Você fugir... devagarinho vendo se eu corro atrás

Eu quero amor à moda antiga

02/07/2010 - Tirando do fundo do baú

Me quer...Não me quer
Me quer...Não me quer
Me quer...Não me quer
Cansei de lançar pétalas ao vento procurando seguranças no que em claro dissestes não.
Cansei não em cansado violento; sentido objeto de enérgica forma.
Cansei cansado, simplesmente: Num sutil meu de colecionar negações sobre negações.
Cansei de perguntas esfíngicas a me devorarem por antecipação.
“Porquês”? Como? Onde? Não sei, só é.
Poderia estabelecer parâmetros, arranjar justificativas, pensar em normativas especializadas na estrutura do ser e do existir. Entretanto isso me parece minimizar o que grande é porque é pequeno, o que sou: nem muito nem pouco, somente o que sinto.
Se projeções? Acredito que não: posso não ser experimentado no assunto, mas não me vejo tolo.
Amor... palavra bonita e tão longe do que se é.
No que sou, sou o agora. Se sinto amor, é o que sinto. Se não, ao menos estou a caminho...
Mas sou... não posso contruir castelos do que ainda não alcancei. E se há problemas, ou mesmo ainda seja muito pouco, tudo bem: mudo com o tempo.
“Te amo muito sabia?” “Eu também”.... essa frase se perde enquanto as últimas folhas se deixam cair ao sabor de um outono...ou inverno? Invernei!
Mas se ficarei aqui quando fornecendo segurança, em seguro, nada tive...? Não sei.
Talvez tenha sido em tudo ilusões mesmo. Talvez não te sentia... mas se não te sentia, sentia a outrem?
E sim, talvez não te conheça... talvez... talvez...
Mas estou longe. Não sou modelo. Nem padrão sublime a coisa alguma.
Sou eu... somente esse eu pequenininho tentando acordar para vida outra: a minha vida.
Sozinho ou junto? Não sei, tu mo respondes...
Mas se estou cansado de negativas, a primeira opção prevalece... e eu respondo a questão.
Entre eu e você
Você e eu...
Se outrem? Não sei...
O mundo dá voltas, há tempo...
Ou não.
Meu amor continua... grande no pequeno que é, e continuará mesmo quando na mudança das coisas.
Mas nesta mudança, pode ser tanta mudança, ou mudança tão pequenina que seja minha e de tão minha não vejas mais: nem face, nem presença.
Talvez minha presença siga outros rumos... e encontre outros rumos a margear... não sei...
Só não quero ser inimigo: talvez nunca tenha sido.
Acho que é isso.
Num eu, só.



Não tenho mais nada a perder...!
Estou cansado de perder as coisas...
Agora, tenho o que achar.



FRGB 05/2010

Origens

Pela manhã colhi uma delicada folha. Deixei que seu orvalho secasse ao calor de minhas mãos e nela escrevi uma palavra ainda sem significado. Uma nova palavra, algo fora de meu vocabulário usual, algo que de certa forma custou-me a escrever. Custou-me, de certa forma, vale ressaltar já que, a cada letra escrita, o carinho vibrava nas pontas de meus dedos. O que é isso? - me pergunto. Que sinto? - indaguei-me ao findar.
E como o destino dos pobres homens, soprei-a ao vento, a espera de que chegasse às alturas ao sabor das aragens diuturnas. Tentando encantá-la ao leme de minha alma, roguei que ela tivesse destino feito: que chegasse a porto seguro; que descansasse em leito brando e suave.
Confesso que ao fazê-lo, já tinha destino em mente, mas o vento por mais brando, direciona a outros pontos.
Falei com a relva e cantando junto ao sonoro eco do riacho à minha frente, ergui meus braços, em atitude de reverência ao sol. Luz de todos: dos brandos e humildes, dos desorientados e orgulhosos.
Fechei meus olhos e enquanto minhas palpebras se amorneciam com a luz dourada, lembrei-me de meu intento mais íntimo, de meu grito mais interno, do sentimento mais genuíno em mim. 
E era tanto esse sentimento, tão tesouro meu, que preferi manter meus lábios unidos como se não quisesse deixar escapar o que existia e vibrava em mim. Há seres que nos ouvem - pensei eu, e não desejo que me amorteçam naquilo que mais me é.
A folha continua ao vento... E chove lá fora. Pergunto-me se a palavra tenha se diluído ante as gotas que caem, ou se tenha perdido a cor. Pergunto-me se ainda nas alturas, ou se já pousara nas mãos de Morpheu. Se Eros a lera, ou se Gaia a tenha acolhido ao chão.
                                                                                            ***
A grande ilusão dos homens é a busca por controle absoluto pelo que é: há força maior regendo os passos. Escolhemos o que trilhamos, mas há nuances que nos fogem do entender.
Num inspirar e expirar de longo austo, continuo:  Vejo o vento lá fora, tento absorver nova força, abraço lembranças queridas de momentos e, ao que vejo, há outrem que também o faz. "Escuta-me" - susurro. E ante ao silêncio que segue, de labios semi-cerrados, articulo uma única palavra: "Enlace" - a nota da melodia que absorvo lentamente enquanto deitado, observando a chuva.

Assim

Amaryllis!

De sibilar em sibilar, canto o verso mudo, frente ao espelho.
Meço os prós e os contras, mas não me comprometo.
Já vi raios, já dominei tempestades.
Hoje somente o vento frouxo balança os meus galhos, entretanto, sem expectativas.
Passo a passo, diz-se. Nota a nota, melodia-se. E neste andar sibilante, vou entendendo que o tempo vai se construindo, que vamos seguindo neste renascer incessante.
Não sou como as outras pessoas e sou como todas elas. Carente, sonhador, iludido várias vezes; assim sou. Mas assumo as responsabilidades e não fujo; esta a minha política de viver melhor. No hiato em que me deparo de momento, somente espero. Espero agindo e, de fato, não sou expectante: sou artista e não platéia. E se por detrás dos espelhos, de maquiagem desfeita, rosto lavado com as lagrimas do tempo, de algum modo, alguém se interessar por meu eu sem espetáculos: que bom! Mas se não, não tenho o medo de viver sobre a brisa amena de minha própria solidão. Solidão aos olhos dos outros, ressalto: Não há solidão para quem é solidário, não há solidão para quem ama, não há solidão para quem se ama.  Então se por ventura, ainda se sentir só, peço que avalie se em uns destes quesitos, algo ainda te falte. Se falta, redescubra-te! Viva com criatividade, pois é a criatividade o de que necessitamos para superar muitos de nossos problemas.
Flor vermelha! – quis somente romper os pensamentos de agora pouco; pois é isto que admiro agora: uma flor vermelha. Está desabrochando em uma mesa aqui ao lado. E ela é linda.
Me contento. Fim de noite. Hora de dormir. Paz.

Itatibando


Acredito que muitas vezes as pessoas se encontram distraídas ante às sutilidades. Estou sem armaduras, despido dos receios e dos medos... Você já conhece parte de meu mundo. Quero um passo seu agora.

FRGB

Caminho

Absence
Se assim não me faltasse,
De tanto que a necessidade,
Valor não daria
Na lacuna que rege o caminho

Se assim não me faltasse
Nos sonhos da ingenuidade
Talvez coração não aquecesse
Frente ao artico a perfurar a pele

Se assim não me faltasse
Força não me seria
E talvez não tivesse capacidade
De ser rocha, mastro:
Flecha à frente

Se assim não me faltasse
Não seria pólen, germen
Nem morreria, semente,
Nem seria dor em casca

Mas se não morresse esquecido
Se não renascesse, de asas novas
Se não espalhasse a verdade
que de tão simples não me pertence
Perderia o eu inteiro
E lacuna, cheia, não susteria
Vaso, relva e alma

Para tanto e em tempo
De temporário que se faz infindo
A que um dia quero escolher ser infinito
Cultivo lacuna que falta
Para entender valor e messe
Na labuta que não se esquece
No evolver de velha alma

FRGB

Rugido em ventre mudo



Ouça menino,
ouça com a dor de ventre que me esfogueia
ouça com essa indignação de trazer dor e pedras:
Deixe o teatrinho
Faça isto e basta.

A hipocrisia é o tesouro dos outros
A solidez é o teu
Enregele-se, de cravar tempo, congelando a coluna
O mastro que te rege,
olhe fera, varonilmente.

O resto?
Quando for resto, chame a realidade
Ela saberá tomar as contas deles
com a mesma voracidade com que toma as tuas

FRGB

O que te faz seguro?


O que te faz seguro:
A tentativa de compreensão da vida ou o estabelecer de posturas rígidas?

O que te faz seguro:
O viver um passo a cada dia, trabalhando sempre e constantemente ou o apressar-se por obter valores que claramente só conseguiria após larga faixa de tempo e experiências?

O que te faz seguro:
Estabelecer  regras imutáveis, alegando serem elas modelos do melhor viver ou entender que a heterogeneidade é caracteristica mesma da vida e que nada se apresenta no que se diz ser a pureza clara e límpida, por se mostrar também infrutífera, hipócrita e insólita?

O que te faz seguro:
O viver entre as conveniências sociais, mascarando seus reais sentimentos ante ao existir, ou assumir-se imperfeito, abraçando as imperfeições e modificando-as com equilíbrio, carinho por si mesmo, e entendimento? Ou mesmo diferente (e não necessariamente imperfeito) valorizando-se como é?

O que te faz seguro:
Lutar contra sua maneira de ser, contra tudo e contra todos, no afã de se alegar à procura do auto-melhoramento ou admitir suas falhas e as de outrem, buscando nelas a experiência necessária ao triunfo?

Afinal o que te faz seguro?
Deus é "mais", e não "mas"...
Deus é liberdade! E, por ela mesma, por trazer responsabilidade, não se caracteriza por libertinagem...
Deus é vida e tão natural quanto a natureza mesma, não podemos alcançar nosso auto-conhecimento e auto-melhoramento senão no tempo necessário, empenhando de nós a energia necessária. Nem mais nem menos: no equilíbrio.
E se ainda assim, te quiseres considerar mais, menos ou diferentemente superior lembremos da assertiva de Paulo:

"Olhais para as coisas, segundo as aparências? Se alguém confia de si mesmo que é do Cristo, pense outra vez isto consigo, que assim como  ele  é  do  Cristo,  também  nós  do  Cristo  somos."  -  Paulo.  (II CORINTIOS, 10:7.)

E evite desta foram criticas excessivas sobre modos de ser e proceder de vez que a "indignação  rara,  quando  justa  e  construtiva  no interesse  geral,  é  sempre  um  bem,  quando  sabemos  orientá-la  em serviços  de  elevação;  contudo,  a  indignação  diária,  a  propósito  de tudo,  de  todos  e  de  nós  mesmos,  é  um  hábito  pernicioso,  de conseqüências imprevisíveis." (Emmanuel. Fonte Viva. F. C. Xavier)


Fernando R. G. Bergamini

Nota rápida: Será?


Será, Senhor, será? Será que um dia vou encontrar doçura em meio ao cinza deste asfalto tosco?


E o menino segue de olhos abertos, ...

Súplica...

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Ó Pai,
Hoje estou aqui com carinho daqueles que até doem.
Daqueles que olham para o alto e rogam em silêncio, enquanto se detém para não chorar convulsivamente, tentando pensar.
Estou aqui ó, Pai, por amor tanto que dá até um rasgo na alma, dor de filho, dor de pai, dor de só.
Estou aqui para rogar por este mundo, pelas crianças do mundo, de olhar súplice ante ao agora e ao porvir.
A orar pelos ventres tenros, que já abrigam almas que tornam à vida carnal.
A rogar por toda esta sociedade, tão carente, tão superficial, cheia de paradoxos.
Que procura nos prazeres fáceis o complemento do que julgam faltar em si mesmos. 
Que vive da imagem, do show, das máscaras, mas que morre de medo de sentir conscientemente, de arcar com a vida, de não fugir ante aos desafios, criando boicotes sobre si mesmos.
Estou aqui por que vejo olhares súplices: 
suplices de forma clara, chorosos;
suplices vestindo a forma da violência;
suplices sob o véu do medo;
súplices construindo muros em torno se si mesmos;
quais se quisessem desta forma chamarem atenção, serem notados, valorizados, ignorando que o verdadeiro valor vêm de si mesmos, de suas próprias consciencias por serem seres importantes, amados por ti.
Mas que amor é esse, dizem eles, que não sentem?
Mas como sentir, se assim não se dispõem? Se não observam? Se não param ao menos um minuto para olhar ao redor, para perceber a vida, as coisas poucas, as pequenas, as sutis?
Ó Pai, neste mundo de desterro eu peço: faça-me forte, faça-me pequeno, ignoto se necessário for, mas que eu tenha sempre a consciência de que somos inteiros, vivos, ativos e que estamos aqui para nos experienciar, crescer. E se porventura, tiver os louros do mundo, que me silencie, que viva equilibradamente, longe da convulsão daqueles cujo complexo de inferioridade avulta tanto no ser que não somente desejam estarem bem mas, mesmo que inconscientemente, não admitem a hipótese de que outrem também assim esteja.
E que siga: um passo de cada vez,cada conquista na sua medida, cada alegria na sua conta, cada dor naquilo que caiba à experiência.
Hoje e sempre, pela graça de Deus.
Que assim seja.
FRGB


... nota rápida ...


É...pois é: cada dia aprendo a ser mais autonomo, independente, eu, meu, frio, sólido,  rijo, só.


E o menino veste a realidade e segue.

Frágil Criança...


Acorda,...! acorda frágil criança.
Não mais medos, não mais descrenças... agora é hora de acordar.
Deixa..., deixa que o ar entre...abra as portas e as janelas, quebre os muros e não deixe mais que seus olhos se fechem a não ser para sonhar.
Observa agora: asas. Espalhe-se. Relaxe e deixe estas lágrimas correrem: frias sobre tua face quente.
Esvazie-se, complete-se, crie, recrie-se, creia.
Pés ao chão; erraize-se.
Olhos ao alto; voe.
Mãos postas; ore.
Mecha os lábios, encha os pulmões, ... flua ao cantar o perfume dos sons de um eu tão longe, tão próximo agora.
Sibile, grite, sussurre, fale, poetize, mas deixe tempo para silenciar.
Outras mãos vêm, vêem, doces.
Tocam-te, buscam-te, acariciam, sorriem.
Só observe, ...agora não é tempo para pensar, é tempo de sentir.
Sinta!
E se quiser pensar, pense: permita-se! Fragil, pura, limpa, vunerável, leve, luz...

FRGB

Silêncio


Como é engraçado como temos medo do silêncio,não?
Perdemos tempo em conversas ferinas e maledicentes olvidando que muitas vezes o silencio é o melhor instrumento para a correta análise das situações que nos advenham no dia-a-dia.
Abominamos momentos de solidão, qual se nos fosse imenso monstro a nossa espreita, não percebendo que a solidão muitas vezes se traduz como momento propício ao nosso reajuste e refazimento
Vivemos aturdidos por milhões de vozes, dentro e fora de nós, nos criticando, exaltando ou ferindo, incapazes de ver que a paz interior é o único meio de nos auferir segurança no caminho
Por certo, seres acostumados a seguir a turba ao sabor das situações no carro do tempo, não aprenderão de um átimo o sublime valor do silencio,necessário em certas ocasiões.
Mas como tudo se faz por exercício e habituação, proponhamo-nos à meditação, ao silencio e à prece, acostumando-nos a cultivar a paz interior garantindo um porvir sem grandes desajustes e não nos esqueçamos de que até mesmo o Mestre necessitava de momentos de soledade para cultivar comunhão mais íntima com o Pai celestial.

Sincopando...

Roguei, um dia, para que meus sonhos, realidade, se fizessem
Mas um pássaro não pode voar enquanto as penas não estão prontas
Chorei, clamei, perdi-me em mim mesmo, assimesmado pensei que nada tinha cor;
Descobri o sabor em outros sonhos.
Solidão não mais fantasma agourento me parece
De rio gélido, luz solar
Caridade, minha amiga, acalenta com trabalho constante
Hoje durmo com a esperança no porvir.

Ele não te esquece

Por vezes, alma querida , sofres críticas tenazes sobre o teu modo de ser e de proceder.
Julgamentos limitados pelas vistas de outrem te machucam a alma qual a agudo punhal e te relegas à desilusão, perdendo tempo.
Estes seres, alma querida, olvidam o que Deus sabe.
Acredite, Ele não se esquece do tanto quanto te esforças.
Ele não se esquece das noites sem sono e das milhares de lágrimas que derramaste, talvez até mesmo por causa daqueles que te machucam o espírito.
Ele não te esquece. Somente Ele poderá medir o valor de teus esforços perante a vida.
Portanto, acolhe as queixas, críticas e reclamações com paciência.
Por mais não totalmente justas, muitas delas, de alguma forma, tem a sua razão de ser.
Repara em teus hábitos e veja se, em certas ocasiões, elas não se fazem necessárias, e
faz o que tem de melhor a melhorar teu espírito mas não olvide alma querida: o Deus de misericórdia sabe o tanto que te esforças para melhorar e somente Ele mede com discernimento o peso de tuas atuações no mundo.


Ele não te esquece.

Somos bons?

Muitos poderiam dizer que se repetíssemos a nós mesmos que somos bons, isto seria uma imensa mostra de orgulho.  
Outros poderiam dizer que somos loucos posto que ninguém é perfeito neste mundo. Por certo, ninguém é perfeito neste mundo e considerar-se bom em detrimento às outras pessoas é uma imensa mostra de orgulho. 
No entanto, em exame consciencioso de nós mesmos sabemos que, se não somos de fato nem perfeitos nem completamente bons, não poderíamos também dizer de forma alguma que somos totalmente imperfeitos e nem completamente maus. 
Dizer a si mesmo que se é bom de forma alguma deve significar humilhação a outrem mas sim que, no silêncio de nossas almas, podemos valorizar o que de bom já possuímos, frutificando estes pensamentos e sentimentos a fim de faze-los uma ferramenta de auxílio aos demais seres viventes. 
Somos espíritos eternos passivos a modificações interiores que nos levarão a transformar-nos em luz e, por mais utópico hoje isso ainda possa parecer, acreditar em tal fato e cultivar tal intento repetindo a si mesmo que somos bons e que somos luz de forma alguma há de obstar nosso progresso mas sim, se ainda observarmos conscienciosamente o que ainda temos de melhorar, poderá nos dar força para continuar seguindo e nos afastar de qualquer processo de automenosprezo ou flagelação de si próprio. 
Se Jesus nos aconselha a amar ao próximo como a si mesmo, de certo ,parte da prerrogativa que devemos aprender a amar a nós mesmos para assim amar o nosso próximo. Portanto, que digamos a cada raiar do dia que somos bons, que nós somos luz e que nos repitamos isto incessantemente se nos for necessário até que nos convençamos que sim, apesar de todas as nossas dificuldades, somos seres cujo princípio, meio e “fim” se faz no amor e na luz.