O que te faz seguro:
A tentativa de compreensão da vida ou o estabelecer de posturas rígidas?
O que te faz seguro:
O viver um passo a cada dia, trabalhando sempre e constantemente ou o apressar-se por obter valores que claramente só conseguiria após larga faixa de tempo e experiências?
O que te faz seguro:
Estabelecer regras imutáveis, alegando serem elas modelos do melhor viver ou entender que a heterogeneidade é caracteristica mesma da vida e que nada se apresenta no que se diz ser a pureza clara e límpida, por se mostrar também infrutífera, hipócrita e insólita?
O que te faz seguro:
O viver entre as conveniências sociais, mascarando seus reais sentimentos ante ao existir, ou assumir-se imperfeito, abraçando as imperfeições e modificando-as com equilíbrio, carinho por si mesmo, e entendimento? Ou mesmo diferente (e não necessariamente imperfeito) valorizando-se como é?
O que te faz seguro:
Lutar contra sua maneira de ser, contra tudo e contra todos, no afã de se alegar à procura do auto-melhoramento ou admitir suas falhas e as de outrem, buscando nelas a experiência necessária ao triunfo?
Afinal o que te faz seguro?
Deus é "mais", e não "mas"...
Deus é liberdade! E, por ela mesma, por trazer responsabilidade, não se caracteriza por libertinagem...
Deus é vida e tão natural quanto a natureza mesma, não podemos alcançar nosso auto-conhecimento e auto-melhoramento senão no tempo necessário, empenhando de nós a energia necessária. Nem mais nem menos: no equilíbrio.
E se ainda assim, te quiseres considerar mais, menos ou diferentemente superior lembremos da assertiva de Paulo:
"Olhais para as coisas, segundo as aparências? Se alguém confia de si mesmo que é do Cristo, pense outra vez isto consigo, que assim como ele é do Cristo, também nós do Cristo somos." - Paulo. (II CORINTIOS, 10:7.)
E evite desta foram criticas excessivas sobre modos de ser e proceder de vez que a "indignação rara, quando justa e construtiva no interesse geral, é sempre um bem, quando sabemos orientá-la em serviços de elevação; contudo, a indignação diária, a propósito de tudo, de todos e de nós mesmos, é um hábito pernicioso, de conseqüências imprevisíveis." (Emmanuel. Fonte Viva. F. C. Xavier)
Fernando R. G. Bergamini

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