22 de fev. de 2012

O que te faz seguro?


O que te faz seguro:
A tentativa de compreensão da vida ou o estabelecer de posturas rígidas?

O que te faz seguro:
O viver um passo a cada dia, trabalhando sempre e constantemente ou o apressar-se por obter valores que claramente só conseguiria após larga faixa de tempo e experiências?

O que te faz seguro:
Estabelecer  regras imutáveis, alegando serem elas modelos do melhor viver ou entender que a heterogeneidade é caracteristica mesma da vida e que nada se apresenta no que se diz ser a pureza clara e límpida, por se mostrar também infrutífera, hipócrita e insólita?

O que te faz seguro:
O viver entre as conveniências sociais, mascarando seus reais sentimentos ante ao existir, ou assumir-se imperfeito, abraçando as imperfeições e modificando-as com equilíbrio, carinho por si mesmo, e entendimento? Ou mesmo diferente (e não necessariamente imperfeito) valorizando-se como é?

O que te faz seguro:
Lutar contra sua maneira de ser, contra tudo e contra todos, no afã de se alegar à procura do auto-melhoramento ou admitir suas falhas e as de outrem, buscando nelas a experiência necessária ao triunfo?

Afinal o que te faz seguro?
Deus é "mais", e não "mas"...
Deus é liberdade! E, por ela mesma, por trazer responsabilidade, não se caracteriza por libertinagem...
Deus é vida e tão natural quanto a natureza mesma, não podemos alcançar nosso auto-conhecimento e auto-melhoramento senão no tempo necessário, empenhando de nós a energia necessária. Nem mais nem menos: no equilíbrio.
E se ainda assim, te quiseres considerar mais, menos ou diferentemente superior lembremos da assertiva de Paulo:

"Olhais para as coisas, segundo as aparências? Se alguém confia de si mesmo que é do Cristo, pense outra vez isto consigo, que assim como  ele  é  do  Cristo,  também  nós  do  Cristo  somos."  -  Paulo.  (II CORINTIOS, 10:7.)

E evite desta foram criticas excessivas sobre modos de ser e proceder de vez que a "indignação  rara,  quando  justa  e  construtiva  no interesse  geral,  é  sempre  um  bem,  quando  sabemos  orientá-la  em serviços  de  elevação;  contudo,  a  indignação  diária,  a  propósito  de tudo,  de  todos  e  de  nós  mesmos,  é  um  hábito  pernicioso,  de conseqüências imprevisíveis." (Emmanuel. Fonte Viva. F. C. Xavier)


Fernando R. G. Bergamini

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