22 de fev. de 2012

Assim

Amaryllis!

De sibilar em sibilar, canto o verso mudo, frente ao espelho.
Meço os prós e os contras, mas não me comprometo.
Já vi raios, já dominei tempestades.
Hoje somente o vento frouxo balança os meus galhos, entretanto, sem expectativas.
Passo a passo, diz-se. Nota a nota, melodia-se. E neste andar sibilante, vou entendendo que o tempo vai se construindo, que vamos seguindo neste renascer incessante.
Não sou como as outras pessoas e sou como todas elas. Carente, sonhador, iludido várias vezes; assim sou. Mas assumo as responsabilidades e não fujo; esta a minha política de viver melhor. No hiato em que me deparo de momento, somente espero. Espero agindo e, de fato, não sou expectante: sou artista e não platéia. E se por detrás dos espelhos, de maquiagem desfeita, rosto lavado com as lagrimas do tempo, de algum modo, alguém se interessar por meu eu sem espetáculos: que bom! Mas se não, não tenho o medo de viver sobre a brisa amena de minha própria solidão. Solidão aos olhos dos outros, ressalto: Não há solidão para quem é solidário, não há solidão para quem ama, não há solidão para quem se ama.  Então se por ventura, ainda se sentir só, peço que avalie se em uns destes quesitos, algo ainda te falte. Se falta, redescubra-te! Viva com criatividade, pois é a criatividade o de que necessitamos para superar muitos de nossos problemas.
Flor vermelha! – quis somente romper os pensamentos de agora pouco; pois é isto que admiro agora: uma flor vermelha. Está desabrochando em uma mesa aqui ao lado. E ela é linda.
Me contento. Fim de noite. Hora de dormir. Paz.

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