Acorda,...! acorda frágil criança.
Não mais medos, não mais descrenças... agora é hora de acordar.
Deixa..., deixa que o ar entre...abra as portas e as janelas, quebre os muros e não deixe mais que seus olhos se fechem a não ser para sonhar.
Observa agora: asas. Espalhe-se. Relaxe e deixe estas lágrimas correrem: frias sobre tua face quente.
Esvazie-se, complete-se, crie, recrie-se, creia.
Pés ao chão; erraize-se.
Olhos ao alto; voe.
Mãos postas; ore.
Mecha os lábios, encha os pulmões, ... flua ao cantar o perfume dos sons de um eu tão longe, tão próximo agora.
Sibile, grite, sussurre, fale, poetize, mas deixe tempo para silenciar.
Outras mãos vêm, vêem, doces.
Tocam-te, buscam-te, acariciam, sorriem.
Só observe, ...agora não é tempo para pensar, é tempo de sentir.
Sinta!
E se quiser pensar, pense: permita-se! Fragil, pura, limpa, vunerável, leve, luz...
FRGB

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