22 de fev. de 2012

02/07/2010 - Tirando do fundo do baú

Me quer...Não me quer
Me quer...Não me quer
Me quer...Não me quer
Cansei de lançar pétalas ao vento procurando seguranças no que em claro dissestes não.
Cansei não em cansado violento; sentido objeto de enérgica forma.
Cansei cansado, simplesmente: Num sutil meu de colecionar negações sobre negações.
Cansei de perguntas esfíngicas a me devorarem por antecipação.
“Porquês”? Como? Onde? Não sei, só é.
Poderia estabelecer parâmetros, arranjar justificativas, pensar em normativas especializadas na estrutura do ser e do existir. Entretanto isso me parece minimizar o que grande é porque é pequeno, o que sou: nem muito nem pouco, somente o que sinto.
Se projeções? Acredito que não: posso não ser experimentado no assunto, mas não me vejo tolo.
Amor... palavra bonita e tão longe do que se é.
No que sou, sou o agora. Se sinto amor, é o que sinto. Se não, ao menos estou a caminho...
Mas sou... não posso contruir castelos do que ainda não alcancei. E se há problemas, ou mesmo ainda seja muito pouco, tudo bem: mudo com o tempo.
“Te amo muito sabia?” “Eu também”.... essa frase se perde enquanto as últimas folhas se deixam cair ao sabor de um outono...ou inverno? Invernei!
Mas se ficarei aqui quando fornecendo segurança, em seguro, nada tive...? Não sei.
Talvez tenha sido em tudo ilusões mesmo. Talvez não te sentia... mas se não te sentia, sentia a outrem?
E sim, talvez não te conheça... talvez... talvez...
Mas estou longe. Não sou modelo. Nem padrão sublime a coisa alguma.
Sou eu... somente esse eu pequenininho tentando acordar para vida outra: a minha vida.
Sozinho ou junto? Não sei, tu mo respondes...
Mas se estou cansado de negativas, a primeira opção prevalece... e eu respondo a questão.
Entre eu e você
Você e eu...
Se outrem? Não sei...
O mundo dá voltas, há tempo...
Ou não.
Meu amor continua... grande no pequeno que é, e continuará mesmo quando na mudança das coisas.
Mas nesta mudança, pode ser tanta mudança, ou mudança tão pequenina que seja minha e de tão minha não vejas mais: nem face, nem presença.
Talvez minha presença siga outros rumos... e encontre outros rumos a margear... não sei...
Só não quero ser inimigo: talvez nunca tenha sido.
Acho que é isso.
Num eu, só.

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