Dá-me! Dá-me o silêncio para eu ouvir a chuva.
Para eu fechar os olhos e vibrar as minhas cordas.
Veste-me! Veste-me ao som de um violino. Suave toque. Seda ao chão.
Limpa-me. Olhos que encantam, alma que roga...Permissão.
De sentir cheiro, degustar versos, afagar dores e cultivar sonhos.
E enquanto lanço-me um feitiço de sobriedade, sobre a relva, perca-me... se ainda eu tiver fôlego para dançar.
Junte minhas mãos, eu canto a benção, descendo os dedos sobre tua face.
E no orvalhar de teus olhos apele por motivos, rogue por metas, veja-se diferente. Ausente.
Em presença tão rija e bruta quanto teu carinho permitir.
Só para eu descerrar meus lábios, e fechá-los novamente, balbuciando fragilidade e falseando nossa força.

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