24 de fev. de 2012

O deserto... uma flor lampeia ao longe, brilhando frente a noite fria.
Um menino caminha, ainda desorientado.
O vento se torna mais forte, e os grãos de areia começam a alvoroçar-se, infrenes, na superfície onde ainda repousam o restante de seus companheiros...
O menino caminha e deixa fugir...; três balões coloridos lhe escapam das mãos. Para onde irão ao sabor de rajada tão hostil?
Olha ao redor: onde está? Quem lhe pode enfim acompanhar?
Gritos de chuva descem em forma de trovões ameaçando tornar charco o solo agreste.
A flor lampeia ao longe...a única forma e cor do lugar.
Ele se pergunta se ela porventura não soubesse... pelo menos lhe indicasse o caminho do Lar.
A passos vacilantes ele segue, tenta se aproximar...vexado e sem rumo... a rota se esvae... a flor parece se afastar.
Em um perseverar vacilante... o pequenino.
Sua fé e suas rimas: seu som, de respiro doce e canção leve.
Há esperanças?
Há a flor,... a menos é o que ele vê, por agora.
O vento mais forte liberta das outras uma pétala d'aurora.


Paz a todos! 

FRGB

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