31 de mar. de 2012

E o que sobra?

Nem crônica, tão menos um soneto.
Tão menos uma música, ou nota sequer.
Muito menos romance, narrativa qualquer.
Para haver discurso, haveria de ter idéia.
Para haver fala, seria necessário diálogo.
Nem mesmo um monólogo!
Nem sílaba...
Nem letra...
Nem vazio.
Até mesmo o "nem" seria muito.
Assim, o retiro.
E o que sobra?
Um ponto...
Um ponto final.


FRGB, 31/03/2012

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