Tudo que te é típico, forma desta rotina do não ser...
Tudo que te estimula, tônica de palavras ocas; impensadas...
Tudo que te parece profundo; a ti e às mentes menos desenvolvidas: Moscas voejando ao redor daquilo que exalas.
Este "tudo" que te parece, me remonta ao "até quando?"
Indigno-me, apiedo-me, calo.
Quem está acima do monte, observa as dores e o provável alarido dos que ficaram.
Os ao sopé, entretanto, de chofre soerguem-se para ver o sol e optam solenemente por permanecerem na lama pútrida das velhas formas.
Já desci noutro tempo e não me vistes.
Já sussurrei cantilenas e não me ouvistes.
Então porque me inquietar?
Há vermes que simplesmente não sabem o gosto de uma fruta madura; preferem-nas podres.
Até quando?
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